Arteiros de Plantão e as 9 Musas


Torben Grael em março de 2006

Enquanto a humanidade caminha um tanto decadente, há outros nomes e fatos que me inspiram. A regata por exemplo, com minha torcida para o Brasil 1, do comandante super campeão Torbem Grael (também da terrinha de Niterói). Outro fato bom de lembrar toda hora é que está chegando a hora do lançamento do ônibus espacial que levará nosso primeiro astronauta, Marcos Pontes, ao espaço. Fim de março está aí. Vistem www.marcospontes.net , e acompanhem tudo!

 

O que é o Brasil 1?
O Brasil 1 é o barco brasileiro que compete na Volvo Ocean Race, um dos maiores desafios do planeta. Quer conhecer a tripulação? O Projeto? A regata? Acesse o www.brasil1.com.br e bons ventos!

Brasil não é apenas bom em futebol, carnaval, e grandes corruptos! Brasil é livros, esporte, cidadania, educação, justiça que se contróe com participação de cada um!

by Tânia Barros, também em www.contomaisum.blogspot.com

 



Escrito por Arteira plantonista às 13:08:50
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Autoresposta: Livro de Visitas



Houston, 09/03/2006



Cara Tânia Barros,



Obrigado por marcar sua presença no nosso Livro de Visitas.

Seu recado estará no ar na próxima atualização!

Aproveite e participe da Campanha Nacional Verde e Amarelo no Espaço

acessando http://www.comitemarcospontes.cjb.net



Um abraço,



Marcos Pontes





Escrito por Arteira plantonista às 20:49:54
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Astronauta Marcos Pontes Website


Houston, 09/03/2006

sonhadores,

tania barros visitou nossa página, gostou e recomenda que você nos visite!

http://www.marcospontes.net


"- Vale a pena acompanhar este grande passo! Este grande brasileiro!" T. Barros.

Leia sobre diversos assuntos ligados ao espaço, treinamento de astronautas, etc...
Esperamos sua visita em breve!

Um abraço,

Marcos Cesar Pontes
Astronauta
NASA Johnson Space Center

 

Obs.: encaminhei esta indicação lá do site do Marcos Pontes para meu endereço eletrônico, e da minha caixa de e-mail encaminhei para o blog. Bom este serviço!

obs.2: Pessoal, de agora em diante será assim: posso passar com o blog fechado por um mês ou mais, como em fevereiro passado, dedicando mais tempo o www.contomaisum.blogspot.com - entre outras coisas como meu novo trabalho como Docente da Rede Estadual, e meu livro a ser lançado este bimestre ainda e,  repentinamente, abrir o arte-bis como o fiz hoje, claro, para cronicar mais! 

Beijokas de Luz!



Escrito por Arteira plantonista às 10:25:41
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Crônica – Ecologia/política/educação

      

  BandBrasil.gif

Brasileiros educados para o Meio Ambiente

 

Tenho absoluta certeza da necessidade do ensino - já na escola fundamental - da disciplina Ecologia. Algo mais específico como Ecologia e Brasil, por exemplo.

 

Nosso país  abarca os mais diversos biomas. Se colocarmos na balança nossa grande Amazônia então, com toda sua biodiversidade e rios ameaçados severamente de extermínio, em poucos anos de maus tratos à floresta teremos mais que motivos para implantarmos uma política de educação que abarque já a infância.

 

               Interessante, me dei conta que escrevi maus tratos, desculpem, devastação é a palavra, pois não cabem eufemismos para expressar o tamanho da catástrofe que tende a avançar se não mantivermos total observância, leis de proteção, e fiscalização ampla. Serei repetitiva, é preciso, nesta e quantas crônicas e artigos vierem aquilatando as informações do valor da floresta Amazônica, da Mata Atlântica, do pantanal, o cerrado, e das conseqüências planetárias, benéficas ou não para a humanidade.

 

 

A crise o meio ambiente é total, e não bastam os protocolos de Kiotos da vida que, diga-se, o maior poluidor do mundo não aderiu ao mesmo. Sim, falo dos Estados Unidos. Não bastam tais encontros de nações do mundo inteiro tentando equilibrar suas leis ambientais e interesses econômicos. É preciso a educação do povo, de cada um de nós. E repito, é interesse nosso, principalmente, e é nossa responsabilidade cuidar desta terra abençoada, nosso continental país, chamado Brasil! Sejamos mais campeões em vitórias ambientais, mais orgulhosos disto, sim, o que nos levará certamente a um patamar econômico e social também especial dentro dos próximos anos, não tenham dúvida. Creio neste trabalho harmônico entre as disciplinas. Creio que o que rege o crescimento de todos, é o todo em harmonia. Se hoje nos fizermos de surdos e mudos, agirmos como quem sempre diz “não é da minha conta”, vamos perder a luta. É da conta de todos.

 

Assim, nas eleições, seja de deputado, governador, prefeito, ou presidente este ponto não será mais tratado como segundo plano. É impensável, para mim, um presidente futuro que não seja totalmente comprometido com a causa ecológica, educacional, e de saúde. Aliás, saúde, no meu entender, está ligada totalmente a um meio ambiente harmonioso, despoluído, e à educação.

 

Por Tânia Barros -22/01/2006-

Fotos do site www.amazonia.com.br, e www.amazoniamaranhense.com.br

Meus outros dois blogs atualizados em janeiro/2005:

Conto mais um

Passando no Espaço



Escrito por Arteira plantonista às 17:41:54
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Ensaio: face da filha aos 5 anos

 

Desenhado por Tânia Barros (1995) e trabalhado no Paint

No Amor, a superação de tudo: os ilusórios limites, toda dor.

Prazer de apenas Ser, e de fato Ser.

By Tânia B.



Escrito por Arteira plantonista às 13:21:29
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Comentários aqui no blog

   "Perfeito o seu artigo, minha amiga! Interessante que no início da semana fiz umt exto sobre literatura. Longe de ser tão bonito e tãocompleto como este seu, mas fruto da minha eterna preocupação com a pouca leitura deste nosso país! Não o publiquei, mas talvez ainda o faça. Grande beijo."
Loba |  17/12/2005 16:57
  

"Mesmo havendo os desencontros se o tempo urge e a vida ruge há momentos que são marcantes. Estes em que de bateia na mão nas águas claras do seu texto colhi preciosas gemas todas lapidadas com lindas facetas e brilho invulgar.Adornar minha mente com um colar do saber o que pude aquilatar é pretensão válida.Valeu dona do garimpo. Há raizes no meu canto, parte delas daqui. Beijos/carinho."
Dácip | http://www.gk.jaegger.blog.uol.com.br.index.html |   15/12/2005 23:22

Para ler, aqui neste blog, e aqui !



Escrito por Arteira plantonista às 12:26:42
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Comentários por e-mail: Dona Literatura

"Gostei muito do seu artigo em Cronópios.

A Senhora Literatura é necessitada de pessoas que dialoguem amorosamente com ela.

Parabéns. " F. de Laguna.



Escrito por Arteira plantonista às 11:44:12
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Comentários por e-mail: Literatura

"Olá, Tânia; gostei muito do seu texto. Não sou escritor, mas um leitor, principalmente de bons textos ou ensaios da linha de Lacan, Foucault, Barthes etc. Joyce é o máximo, como JGRosa, Osman Lins. Escrevo por uma necessidade de criação e de comunicação com o cosmos.Numca publiquei nada, talvez o faça, no futuro. Biblioterapia tem um pouco a ver com as tuas reflexões; preciso ler sobre... pois só conheço o livro de Marc...Ouaknin). Desculpe-me a intimidade, mas ficarei muito grato se indicar-me um livro, editado no Brasil, não esgotado, sobre "roteiro/como escrever de documentários".   Pretendia fazer um comentário sobre o seu artigo, mas o cronópios tem me negado acesso; já fiz várias tentativas, confirmei cadastramento de login, senha etc... não tem jeito, o a tela em branco não aceita as minhas tentativas de acesso e "chama" os comentários já escritos quanto vou iniciar a digitação. Sou meio burro nesses sistemas (minha filha, de 20, é bam-bam-bam), mas desconfio que tem algo errado nesse link cronópios. Tente fz algum comentários e veja se consegue. Obrigado pela atenção. Cordialmente, J. de A. (Salvador)"


Escrito por Arteira plantonista às 11:39:38
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Comentários : Seu artigo no cronopios e convite

Leiam o  artigo abaixo comentado também em  http://www.arscientia.com.br/materia/ver_materia.php?id_materia=131 
 
"Li o seu artigo no cronópios Literatura como libertação, deslocamento, e estudo 
 Achei muito interessante. O tema me interessa. Estou querendo atá fazer um projeto de pesauisa relacionado ao tema.
 
Gostaria de lhe convidar a visitar o meu blog http://dudu.oliva.blog.uol.com.br  , fiz uma entrevista bem interessante.
 
caso tenha interesse, visite também: "




Escrito por Arteira plantonista às 11:37:47
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Amazoniamando

A realidade   Perto do Fim...

Depende também de você evitar!



Escrito por Arteira plantonista às 20:24:43
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LITERATURA COMO LIBERTAÇÃO, DESLOCAMENTO, E ESTUDO

 

            Ela foi e continua sendo discutida, falada, mal falada, analisada sob vários aspectos, esmiuçada, pensada, idealizada por muitos que acham possuir só uma forma de faze-la, também continua sendo desmistificada, como no início do século XX. Velha companheira de homens, mulheres, e crianças de todos os tempos, o importante é que a Senhora Literatura está mais viva que nunca.

 

            E, talvez, nunca tenha estado tão viva e democratizada com o evento da internet. Temos não somente novos leitores, como novos escritores surgindo. E aos mais refratários, ainda, à idéia e ao fato da internet ser também um benefício ocorrido no que tange  a arte de escrever e ler, só é possível apontar o grande número de revistas culturais eletrônicas, e-books, sites literários, e blogs, também literários, onde seus donos exercitam o prazer da escrita, da criação, lêem e comentam seus colegas, e assim muito aprendem.

 

            Se por um lado há muita mesmice, repetição de temas, e até uma certa pobreza de estilo, é certo dizer que muitos ainda estão em fase de sensibilização, e que a prática melhora, e muito, o trabalho com a palavra, com o estilo, e desenvolve, também, a auto-crítica. Aliás, esta é uma verdade desde antes do advento das publicações virtuais.

 

Leitura e escrita

 

            A leitura deve sempre fazer parte desse universo criativo, até para que aquele que escreve tenha uma idéia do que já foi realizado, e o que está sendo criado contemporaneamente. Tanto textos de ficção em prosa e verso, como críticas, artigos. Leitura sobre todos os assuntos que nos rodeiam, e também leitura de teoria literária, por quê não? Sim, e se por um lado percebermos que pouco sabemos ainda, por outro, nada melhor que desenvolver uma bagagem de conhecimentos na área que desejamos participar, mesmo que a prática seja um lazer, sem pretensões profissionais.

 

            Mas, o importante vai além do aspecto da leitura do mundo, e do conhecimento teórico. Refiro-me ao refinamento espiritual e intelectual da pessoa que escreve e lê. Refiro-me também à possibilidade de participar da vida, da arte, ser um agente do deslocamento daquilo que está cristalizado na língua, nos signos.

 

Representação do real

 

            Uma das forças da literatura é a representação do real. Segundo Barthes, em sua “Aula”, o real não é representável, mas demonstrável. E ainda com Lacan, o real é o impossível de ser atingido, escapa ao discurso.

 

E a história da literatura é a história de se tentar demonstrar este impossível, este real. É  afirmação do delírio, no salutar sentido de escapar ao aprisionamento da língua. E o deslocar-se é aparecer onde não se é esperado. É fazer sentido num espaço outro, reinventando as possibilidades, e impossibilidades, e como já dizia Cecília Meirelles, “a vida só é possível se reinventada”.

 

A publicidade também usa alguns dos recursos estilísticos usados pela literatura, e trabalha com o imaginário, em imagens e textos, para vender seus produtos. Mas é um uso com uma finalidade já estabelecida. A literatura não precisa se ater a finalidades, até pode, mas não depende dela. Isso não quer dizer que um texto de uma determinada época, qualquer texto, ficção ou não, não represente uma visão de mundo.  Tanto na publicidade, artigos jornalísticos, e na ficção em prosa ou verso, há uma explícita ou implícita leitura do mundo. Daí a necessidade de muita leitura em nossos dias, quando vivemos sob uma tempestade de informações na maioria das vezes repetitivas, e apelativas para preconceitos, e para o consumo desbragado de todo o tipo de mercadoria. Falo um pouco mais sobre isso num artigo recente sobre Educação para os Meios de Comunicação de Massa. Na verdade, a mídia pouco orienta e muito aliena. (continua o artigo abaixo)

 



Escrito por Arteira plantonista às 22:23:17
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Mas, voltando ao tema original, dizem haver uma literatura que vende, e outra, bem menos popular. Sim, mas o valor intrínseco da arte da palavra, não se mede em quem vendeu mais ou menos. No Brasil, esta realidade também tem muito a ver com o baixo hábito de leitura desde a tenra idade. Normalmente se consome mais uma literatura já mastigada, fácil. Não quero dizer com isso que todos os que muito vendem, ou são muito acessados e lidos pela Web não possuam talento. E também nem sempre um texto mais denso, significa uma novidade em literatura, ou um talento especial.

.

 

Vasto campo de estudos

 

Como se pode perceber, a Literatura é um campo onde nada é definitivo. Cada época e cada obra, tem seus aspectos mais ou menos diferenciados. Há uma gama incrível de ensaios, teses, artigos sobre o cânon literário, advindos dos acadêmicos das áreas de Letras, com leituras as mais diversas nos campos dos saberes humanos como Sociologia, Semiótica, Psicanálise. Mas a literatura não se faz apenas de quem elegeu o Cânon, esse “quem” é uma elite.

 

Infelizmente nossas faculdades passaram muitos anos deixando à margem de suas pesquisas diversos grandes autores. Aos poucos esta postura vem sendo revista. Inclusive, aos poucos, também, vão se revelando os novos autores que se fizeram, e se fazem, conhecer primeiramente pela internet. Este é um ponto importantíssimo de análise para aqueles que seguem a carreira de pesquisa em Letras: iniciar um estudo sobre o novo movimento mundial, global, no fazer literário, ou seja, identificar e relatar este histórico momento, quando, mais uma vez, o avanço tecnológico (vide o surgimento da imprensa) determina e/ou renova  hábitos culturais. E temos aí um vasto campo, seja pela quantidade de textos, pela forma como são divulgados, digeridos, e até mesmo pelo processo de produção do texto, ou seja, sua gênese, como uma obra se origina. Aqui, neste caso da literatura que vem se fazendo na internet, ou mesmo fora dela -muitas vezes- é na tela do computador, com um editor que apaga o texto original (outra opção seria abrir um novo documento para cada mudança, mas isso não é muito interessante para a maioria). E verificamos neste ponto uma pauta para a Crítica Textual (disciplina que procura restaurar o texto original de um documento, que foi alterado no processo de cópia e recópia).

 

Por Tânia Barros



Escrito por Arteira plantonista às 22:19:19
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Amazoniando - Amazoniamando - Amazoniarteirando...

Montagem By Tânia B.



Escrito por Arteira plantonista às 17:23:44
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Mirabolantes...

É... Viva
Carmem Miranda!

"O hábito é um dispositivo estável, por vezes complexo, de plasticidade variável, que estrutura um tipo de comprotamento num tipo de situação contextual. A estabilidade do dispositivo permite a repetiçào do comportamento tipo, com um ganho notável de energia." ... Lyotard, em O Inumano, Ed. Estampa.

Retornei a ler ... questão de criar o hábito complexo de lê-lo...

Tornando a estudar e a aplicar Reiki... bom recomeçar o bom.

 

 

De Ana Cristina Cesar, em "A téus pés"

Ed. brasiliense

 

ÚLTIMO ADEUS I

 

Os navios fazem figuras no ar

escapam a cores - os faunos.

Os corpos dos bombeiros bailam

no brilho dos meus pés.

do cais mordo

impaciente

a mão imersa

nos faróis.

 

ÚLTIMO ADEUS II

 

O navio desatraca

imagino um grande desastre sobre a terra

as liçòes levantam vôo,

agudas

pânicos felinos debruçados na amurada

 

e na deck-chair

ainda te escuto folhear os últimos poemas

com metade de um sorriso.

 

Gosto da chuva no centro

Lateral do Museu Paço Imperial, na Praça XV. Foto: TB

Eu saía do Estação Paço, do Festival de curta-metragem Internacional, sexta-feira passada. Eram quase 18:30 (horário de verão). Tomei a barca que ía para o Centro de Niterói. Mar revolto, vento fortíssimo. Poderia ter tudo acabado ali. Sim, poderia. Magistral era a paisagem... mas se não acabou, é por um bom motivo. Se essa  barca não virar, olê olê ola, eu chego lá...

 

 


Escrito por Arteira plantonista às 11:11:40
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Foto: TB - Itacoatiara - 12/2005

 

Tonalidades de azul,

verde, branco,

amar-

elo

 para o Cosmos...

 

temperaturas arrepiam

aromas dançam com o vento

texturas do chão, da alma

mas num sabor simples de viver...

 

sal da terra,  água,  ar,

chama viva

em meus dias e noites,

movimento  são de encontrar

o passo, no traço que faço.

 

importa se existes ou não,

ou se aparentamos

sermos tristes, e em solidão?

 

Só importa esta certa e bela

atitude:

almas aladas, mãos que doam,

amantes e amadas almas somos...

 

de sol a lua,

grão de estrela,

de sonho, e chão,

vinho doce, em seco desterro,

paixão dos saberes, sabores

de nós, de nós...

e nós?

By Tânia Barros

Olá, está atualizado meu fotoblog



Escrito por Arteira plantonista às 16:42:35
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Amazoniando...

Portal Amazônia  
http://portalamazonia.globo.com/colunistas.php?idArtigo=117


Curtagora :: Ecos da Amazônia  
Documentário. Documentário poético sobre a obra do mestre Raimundo Cardoso: Ceramista, pesquisador e maior responsável pela divulgação da estética e das técnicas usadas na produção de peças cerâmicas durante o período pré-colombiano...
http://www.curtagora.com/filme.asp?Codigo=5822&Ficha=Completa


Caros Amigos  
Nosso entrevistado é um homem gentil e de aspecto grave, daquele tipo de repórter investigativo que não se faz mais. ... Tem 10 livros publicados, todos sobre a Amazônia. Nesse momento, corre o risco de ser condenado e ir ... especial da revista Realidade sobre a Amazônia, que ganhou o Prêmio Esso ...
http://carosamigos.terra.com.br/do_site/sonosite/entrev_ago04_lucio.asp



Escrito por Arteira plantonista às 09:10:55
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EITA QUE SAIO ILESA!

 

Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come? como pode isso? Não, eu creio em outra alternativa. Bem,  tenho um mestrado para terminar, ou um reingresso em outra carreira, uma proposta de me instalar na Amazônia a trabalho por uns tempos ( o que me agrada e muito). Ah, meus dois livros estão quase prontos. Mas lançamento mesmo só depois do carnaval.

Agora, eu também amo o Rio, Niterói, todo esse mar e montanhas. Adoraria permanecer por aqui só que... ganhando para escrever. Meus planos na Amazônia seria trabalhar numa comunidade como professora, e continuar escrevendo. Bem, aceito propostas, esse povo das eco-vilas é maravilhoso.

Muito do que já escrevi não aparece nos sites, principalmente em termos de roteiros, e curtas.  Os artigos estão ficando cada vez mais raros. Preciso sobreviver, e levo a sério minhas pesquisas, minhas informações passadas, e argumentações. É... eu não vim à passeio, mas amo o que faço.  No mais, meus planos para viajar a América do Sul ainda estão zunindo e se configurando no cosmos. Hehehe... tirar a carteira para motocicleta, e caminhão, por que não?  hehehe... Sair por ai vendendo livros, montando esquetes, filmando cada cidade do interior sem teatro, cinema, e biblioteca. Um belo média-metragem-denúncia daria, para enviar ao governo.

Ah, sim! Dona Rosinha e Seu Garotinho novamente estão livres para serem candidatos. Que coisa, né?!?! Fico imaginando se a liminar que os impede, proíbe, de contratar mais uma vez de forma irregular, e inconstitucionalmente também vai cair sobre terra, esperamos que não. Nós concursados, preparados para uma boa aula,  ficaremos quanto tempo mais dando murro em ponta de faca? Se tudo isso estivesse acontecendo em lugares como na França, por exemplo, já teríamos resolvido o problema, com a indignação corrente e crescente. Mas isto aqui  é ... vai me desculpar Gonçalves Dias, mas parodiando mesmo sem muita vontade, "nossa dignidade aqui, não se levanta como a de lá". Como povo, nação , ainda temos muito o que aprender, e olhar países como a Espanha, Argentina, que vão mesmo para as ruas. Educação é saúde neste país, assim como a luta contra os traficantes no Rio, é uma piada de péssimo gosto que leva a vida de muita gente. Onde, quando, e como vamos nos mobilizar pra valer?

 

Amigos, preciso urgente de uma coluna paga em algum jornal, revista, ou revista eletrônica. O 0800 tá esgotado. Chega...! De preferência que aceitem o meu perfil, hehehe. Existe, acreditem!
 
Sério! Estou estudando propostas.
 
Tânia Barros (RJ)
 
 
Formada em Letras, com Pós-graduação - Estuda ecologia, cinema, e teatro.
Escreve artigos, contos, crônicas, e críticas ou resenhas de livros, e filmes.
 
 
 
E mais alguns outros de turismo, e ainda trabalhos com fotos e textos atualmente sendo desenvolvidos.
 


Escrito por Arteira plantonista às 12:59:24
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AMAZÔNIA V

   

Entrevista com Thiago de Mello

      Aos setenta e cinco anos de vida ( na época da entrevista),
Thiago de Mello  completa meio século de poesia, com uma indicação ao
Prêmio Jabuti/2002 por seu livro mais recente, Poemas Preferidos
(Bertrand Brasil, 294 págs.)
       Em entrevista concedida a Fabrício  Carpinejar (SITE www.palavrarte.com.br) o escritor fala
de  seu re-encontro com a terra natal, sua vivências plenas de
poesia(...)                             
                                  Os editores

Carpinejar - O isolamento em Barreirinha é um descontentamento com os
rumos da literatura ou uma forma de preservar a privacidade e fugir
das intrigas de grupos literários?

Thiago de Mello - Não me isolei em Barreirinha. Viajo várias vezes
por ano para dar recitais, conferências, participar de Congressos,
Encontros de Escritores, Bienais, mais no Exterior do que no Brasil.
A decisão de vir para esta cidadezinha, onde nasci, plantada no
coração da selva amazônica, foi tomada no último ano do meu exílio,
77, na Alemanha. Vim para estudar, mas principalmente para conviver
com o povo, aprender como é a vida na civilização da água. E contar.
Valeu a pena. Já escrevi cinco livros, em prosa, sobre a Amazônia.
Consagro muito da minha vida à causa da preservação da floresta, tão
perigosamente ameaçada. É natural que os verdes, as águas, os ventos,
tenham se agasalhado em meus poemas. Já não me acostumo ao ritmo das
cidades grandes, onde passei mais da metade da vida e encontrei
pessoas que me enriqueceram de luz. Sempre me assombrou como
artistas, pessoas dotadas de sensibilidade especial, fazem da
convivência com os companheiros um exercício de intriga e
maledicência. Não é só nas capitais. A província padece da mesma
vocação. Não freqüento o ninho de cobras. Fico feliz quando leio um
poema de autor desconhecido, sobretudo se jovem. (...)

Carpinejar - Em várias oportunidades, a crítica o reduziu a figura de
poeta engajado, confundindo sua poesia combativa e humanista, de
cunho popular, com ideologia e sectarismo. Isso é uma incompreensão?

Thiago de Mello - Sempre, desde o meu primeiro livro, fui um poeta
comprometido com vida do homem (a minha de permeio). Escrevo sobre o
que me comove, o que instiga a minha sensibilidade ou a minha
inteligência. O que me alegra ou me dói. Quando a ditadura militar,
com o seu terror cultural e a indignidade da tortura, feriu a própria
dignidade da condição humana, os meus versos se ergueram em defesa do
homem. Nunca fui panfletário (nada tenho contra o panfleto bem
sucedido) nem populista. Não há porque negar que os meus livros Faz
Escuro Mas Eu Canto e A Canção do Amor Armado me fizeram popular. O
Faz Escuro vai hoje na sua vigésima edição. Não tenho culpa. "Escrevo
sobre o silêncio sonoro da floresta ou sobre a menina que dorme com
fome. Sobre as ancas da moça que passa ou sobre o milagre do
telescópio que fotografou a luz fossilizada dos primeiros estilhaços
do big-bang. Sobre a dor dos deserdados e a esperança de quem tem
fé." Aproveito a sua pergunta para revelar pela primeira vez que
fiquei dias atordoado quando li artigo sobre a tradução que fiz da
Poesia Completa de Cesar Vallejo. O autor (a quem, sem conhecê-lo,
pedi um encontro que não me concedeu) depois de celebrar os poemas de
Trilce, de versos de acesso difícil, achou uma pena que com Poemas
Humanos o genial poeta peruano tivesse sujado as mãos com a esperança
humana. A marca da minha palavra é a velha e cada dia mais necessária
ternura humana. Padeço com os puristas impenetráveis, ainda que
reconheça que nada mais livre do que a criação artística. Mas
infelizmente os seus versos se fazem murchos, acabam por secar.
Ninguém os lê. O escritor escreve para ser lido. Só assim se cumpre o
seu destino.

Carpinejar - A simplicidade é a sua marca, alheio ao
experimentalismo, aos modismos e sofisticação. Nos quinze livros
publicados, preserva a métrica e ritmos tradicionais. Difícil é ser
simples? Não há nada mais revolucionário do que a tradição? O sr.
acredita que os jovens complicaram demais a poesia, sendo uma das
causas para a pouca leitura do gênero?

Thiago de Mello - Trabalho muito para alcançar a simplicidade.
Escrever difícil é muito fácil. Difícil e trabalhoso é chegar a uma
linguagem que, sem perder o seu compromisso fundamental que é com a
arte poética, seja acessível, a metáfora se abrindo feliz, ambígüa,
deixando que o leitor veja nela o que os seus olhos sabem enxergar.
Você lê bem: preservo a métrica e o ritmo. Mas os meus versos livres,
que não são poucos, têm cadência e principalmente música. A música é
matéria prima do verso. Porventura a inclinação natural pelo verso
medido me venha da infância, da leitura em voz alta, no Grupo Escolar
José Paranaguá, em Manaus, dos versos cadenciados dos Meus oito anos,
do Casimiro, do Y-Juca-Pirama, do Gonçalves Dias, do A Carolina, do
Machado de Assis  a quem aprendi a amar menino e não o largo até
hoje. Vou lhe contar: os meus primeiros versos já me saíram medidos.
Vi quando um colega meu morreu afogado, na ribanceira do meio dia, de
tardinha. Quando foi de noite, disse em voz alta e fui logo
escrevendo: "Vi meu amigo morrer/ Afundando no perau./ O que vai
acontecer?". Era um terceto em redondilhas, só mais tarde  é que
aprendi. Bandeira gostava do meu tercetozinho, ria muito me
advertindo: "Você já andava de criança mexendo com a morte!"  
Estou de acordo com a primeira parte da pergunta final: acho, sim,
que os jovens estão complicando o caminho de dar com a poesia, me
chegam originais que sinceramente não consigo entender e alguns
mostram deficiente manejo do idioma. Os poetas moços são pouco lidos,
porque raros os que encontram editores, muitos pagam o custo da
edição (o que autores maduros também fazem), alguns publicam por
conta própria. Por sorte, cresce o número de revistas e publicações
que dão acesso aos poetas e escritores moços.  No mais, o forte do
Brasil nunca foi a leitura. A população aumenta, a tiragem dos livros
diminui. Edita-se para iniciados.

Carpinejar - Encontro um alto grau de intensidade e ardor em sua
poética, como se o sr. estivesse recordando e imaginando ao mesmo
tempo. Poderíamos afirmar que sua memória já foi escrita em versos
("Somente sou quando em verso")?  Ou é  um modo de corrigir as
lembranças?

Thiago de Mello - Você acertou em cheio. E já disse tudo com
o "Somente sou quando em verso". O Paul Valéry já disse que a poesia
nasce da memória. Da vida acumulada na memória, acrescento eu, cujo
pão de cada dia é a imaginação. Recordo e imagino. Um dos poemas
escolhidos pela maioria dos leitores, e muito do meu agrado, no qual
trabalhei dias e dias, é O Poema e o Papagaio, no qual memória e
imaginação voaram juntas, no céu e no papel. A intensidade e o ardor
vão por sua conta. (continua)



Escrito por Arteira plantonista às 18:01:26
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Continuação de Amazônia V

Carpinejar- Sua vida foi marcada por ressurreições, perto da morte em
várias oportunidades. Viver é se inventar? Por ser ateu, não acredita
que Deus lhe dá uma atenção especial, tentando convencê-lo do
contrário ("Se Deus me desperdicei,/ Jesus foi quem ficou")?

Thiago de Mello - Nunca disse que sou ateu. Entende assim quem me leu
os versos: "A vida eterna não me diz respeito" e "não me compete, nem
de mim depende". Digo mais: o banquete que se pretende eterno começou
antes das constelações. Do banquete, de resto, já participam os que
têm a fé poderosa de, um exemplo, minha Mãe dona Maria, que
conversava com Jesus como se fala a um amigo amado e íntimo. Ela
pedia muito pela salvação de minha alma. Eu lhe dizia que o problema
era de Jesus, não dependia de mim. A verdade é que a fragilidade de
minha fé não me garante a vida eterna.  
  Quem sou eu, quem me dera merecer atenção especial de um Ser
Poderoso. Prefiro de coração que ele incline os seus cuidados ao
desamparo dos milhões de mulheres, homens e crianças, que se dizem
filhos de Deus, e vivem na mais feroz miséria .   (...)

Carpinejar - "Campo de Milagres", Jabuti de Poesia/2001, é uma
declaração de amor ao pudor, ao recato, ao distanciamento ("Demora a
mão, a alça/ entre os dedos"). Houve a intenção de resgatar a
totalidade, o mistério feminino, e contestar a pressa e a banalização
da nudez?

Thiago de Mello - "Campo de Milagres" tratou de outros milagres que
me comovem como os da memória, os da palavra, o da fé, mas também o
de resgatar a glória da beleza feminina, tão banalizada, eu ia
escrevendo degradada, pela nudez sem mistério nem encanto, quase
brutal, que mais assusta que agrada a sensualidade. Depois de
publicado o livro, fiquei com pena de não ter posto no poema As
Prendas do Recado que os Anos Não Trazem Mais o belo verso de Paulo
Mendes Campos por epígrafe "Despede o teu pudor com a camisa." O
velho Machado já ensinava que bom mesmo era ir vendo aos poucos,
enquanto se imaginava o resto.

Carpinejar- Na região em que o sr. vive, o homem tem uma ligação
direta com a terra, descreve o tempo pela reação das aves, procura
pistas pela água, lê diretamente a natureza. Esse mesmo instinto
norteia grande parte de sua produção, seja na resistência do exílio,
seja na exuberância das cantatas. O instinto é a mais alta
inteligência?

Thiago de Mello - Meu caro poeta, você já respondeu: "O instinto é a
mais alta forma de inteligência". Mas aproveito a sua pergunta para
tentar desfazer um equívoco maniqueísta que não cai de moda, entre
razão e coração. A inteligência tem sentimentos delicadíssimos, e o 
coração não esconde os seus poderes de inteligir os segredos mais bem
guardados pelos neurônios.

Carpinejar - O sr. conviveu com personalidades como Pablo Neruda,
tanto que o traduziu e foi traduzido por ele. Qual a influência do
chileno em seu legado?

Thiago de Mello - Freqüentei, é verdade, a intimidade e a ternura de
Neruda. Anos memoráveis, os de nossa convivência, ainda que nem todas
as recordações guardem o gosto da alegria. Não reconheço influência
literária. Quando nos encontramos, eu já tinha o meu jeito de cantar.
Mas uma coisa reconheço: sua obra me lavou para sempre do hermetismo.

(Fabrício Carpinejar é jornalista e poeta).



Escrito por Arteira plantonista às 17:59:42
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AMAZÔNIA IV

Um poema enviado pela Rosane Coelho que participa do site recanto das letras e leu meus artigos sobre a Amazônia, me enviou ( lembram que pedi contribuições, fossem estudos, depoimentos, denúncias, ou poemas?) Obrigada Rosane! Um poema que me emocionou pela sensibilidade capaz de mostrar a relação sagrada entre todos os seres viventes com a Terra, com a floresta, com a água. Um canto triste e em tempo. Creio que este é um dos papeis mais encantados dos artistas, sentir, prever, e traduzir a dor.

RÉQUIEM PARA OS RIOS DA AMAZÔNIA


caminhos e moradas líquidos:

alimento.

abrigos de vidas: peixe-homem;

estradas de vidas: peixe-homem;

alimento de peixes e homens:

rios que alimentam peixes;

peixes que alimentam homens.

rios-hóstia em comunhão de vidas:

rios-peixes-homens.

 

caminhos e moradas secos, sólidos;

virados terra, pedra, pó.

cemitérios de mortos-peixes;

isolamento de agonias-homens.

terra, pedra, pó:

extrema-unção de rios, peixes e homens       

unidade em vida e morte:

rios-peixes-homens...

(Rosane Coelho)


 



Escrito por Arteira plantonista às 17:48:07
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Feira do Livro Infanto Juvenil - no MAM

 

http://www.fnlij.org.br

Não dá para perder. Vejam algumas fotos do ano passado:

Ilustrador Roger Melo (em 2004, na feira)

 

Pequena leitora, inicando uma grande viagem!

 

Ricardo Benevides animando na biblioteca da feira em 2004.

 

A escritora e líder indígena, Eliane Potiguara, também presente em 2004.

 

Pois é, entre palestras com autores já consagrados e conhecidos do público, uma gama de novos autores, que trabalham os mais diversos estilos, culturas, e temáticas. Promoções interessantes para compra de livros, espaço para lanches, tudo muito bem organizado, e feito para ficar e curtir o dia inteiro. Confira no site a movimentação deste ano http://www.fnlij.org.br/salao/index.asp

M  A  I  S

http://www.feiradolivro-poa.com.br/

Só para dar uma dica de como se faz um país!

 "A 51ª edição da Feira do Livro de Porto Alegre espera a sua visita na Praça da Alfândega. Neste ano, além das tradicionais barracas de livros e da programação, o evento traz algumas novidades, como a extensão da Feira até o Cais do Porto e um horário diferenciado de funcionamento.

        O site da Feira do Livro apresenta informações completas e ferramentas para auxiliar a busca de eventos e barracas e, principalmente, para interagir com o visitante. Sejam bem-vindos."

Ps.: Bem lembrado, Mulher de Sardas!

 



Escrito por Arteira plantonista às 09:29:34
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Era de Aquarius... Era da Crise Total !

Estamos vivendo dias “cabeludos” como diria a gíria. Ou talvez, melhor seria dizer dias “sinistros”, se bem que o termos tem sido ( mais por adolescentes) resignificado: sinistro = bom, ou então, para usar outra gíria, o antigo “maneiro demais”.

Mas lanço mão do termo aqui lhe devolvendo os sentido tradicional. Dias sinistros estes! Nosso planeta, países, estados, cidades, ruas, casas, amigos, familiares, nosso corpo e alma, estamos todos sinistramente engolidos por grandes desafios, grandes e fundamentais problemas, com o agravo que agora o planeta está cada vez mais ressentido, e nossos recursos escassos. Nossos recursos interiores esquecidos, nossa essência humana recoberta de hábitos instalados por um sistema medíocre de consumo e lucro, levando-nos cada vez mais ao fundo do poço escuro, às vezes sem volta.

É mesmo tudo globalizado no sentido do caos da existência humana e planetária. Mais que nunca se comprova a teoria holística de cada um é parte do todo. Se o todo é benéfico, estamos na maior parte das vezes, bem, se ocorre o contrário, o desequilíbrio alcança níveis insuportáveis.

Somos essa complexa e evoluída espécie, a humana. A que aprendeu a dominar de certa forma a natureza, mas não a si mesmo, com raras exceções. Capazes das barbaridades mais selvagens, e ao mesmo tempo de criar a arte, a música, o remédio, as viagens espaciais, por amor à vida, à sobrevivência, e pelo prazer. Transcendemos nossos limites, vicissitudes, e também, por outro lado, aprendemos facilmente o entorpecimento, seja por consumo de bens materiais que não precisamos, seja por drogas. Na verdade desaprendemos o caminho da transcendência, desaprendemos o contato e o valor da natureza.

Num plano espiritual, estaríamos no que alguns chamam de era de Aquárius, E s essa tão falada nova era chegou, estamos adormecido e dentro de um grande pesadelo. De certa forma é o pesadelo criado Poe um século XIX e XX extraordinariamente veloz em conquistas de todo o tipo. E não enumerarei aqui os avanços tecnológicos, científicos, por sinal, mais conhecidos, divulgados, que vivenciados pela população do mundo.

Por outro lado, a população mundial, nestes dois últimos séculos simplsmnete cresceu numa escala atronômica.

Talvez, a Era de Aquárius não fosse mesmo a era das maravilhas utópicas, mas o momento de crise total, onde os seres humanos tivessem que parar repensar tudo. Um convite ao que há de melhor no mundo para saldar dívidas com o próprio mundo.

E aí, nações, países, estados, cidades, ruas, religiões, cada casa, cada homem e mulher, inseridos seja lá em que circunstâncias sócio-econômicas, e culturais, teriam de recomeçar uma conversa essencial e muito delicada, para começarmos uma mudança, lenta, porém mais humanizada e menos hipócrita.

Num momento em que guerras, fome, doenças, desequilibro, solidão, violência, desrespeito à natureza, chegam à níveis intoleráveis à manutenção da vida, não cabe mais a inércia mental, espiritual, o egoísmo, um individualismo que descarta o bem geral, o bem ligado à preservação do bem comum a toda a humanidade.

O consumismo equivocado é um produto desse viver desatado ao qual o sistema mundial, ditado pelas grandes potências econômicas, realizam com graves conseqüências, graves seqüelas, em todas as esferas do humano e da natureza que chora...

Nossa seca interior é também um reflexo da seca do sistema e, ironicamente, mas com toda a razão, do aquecimento global.

Somos uma coisa só. E se já temos crescido no sentido de nos sentirmos filhos desta Mãe Terra a revisar nossas relações, nossas interelaçòes, mas ainda é pouco diante de toda a força do sistema vigente.

Precisamos adiantarmo-nos em nossas escolhas. Nosso modo de vida, pensamentos, e aliarmo-nos, alinharmo-nos aos que querem o bem da Terra - o bem equilibrado, justo - aos que represente nossas necessidades essenciais e por elas estão lutando existencialmente! A hora é essa, eu não tenho dúvidas.

 
Tânia Barros
 
Publicado no Recanto das Letras em 17/11/2005


Escrito por Arteira plantonista às 23:47:17
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Amazônia III

   Amigas Dora e Loba, pessoas tão afinadas que somos! Diria ser mesmo verdade aquela sabedoria que diz que muita gente é da nossa família espiritual,  e vamos nos encontrando pela vida. Apesar de nos conhecermos somente pela Web, já conhecemos razoavelmente bem o que pensamos através de nossos blogs, poemas, e artigos. Dácio, sua sensibulidade também me renova. T. Mara, de Portugal, e a Crys, sempre tão presentes com sua inteligência e carinho! O pessoal do Orkut, comunidades relacionadas aos problemas do Brasil, também se manifestam, entram em contato. E não poderia deixar de lembrar aqui também o blog da Ju, que tive o prazer de conhecer estes dias, graças ao seu recado no post anterior.

   Loba copiou a frase-chamada que para a campanha na Web - usada nos dois artigos abaixo- e transformou-a em tarja para ser copiada e adicionada em qualquer site, ou blog. Podem copiar já:

   E Dora fez este belísimo poema e publicou em seu blog. Obrigada, poeta, pela dedicatória!

 

A Amazônia chora

 

E a árvore majestosa, altaneira

 se projeta para o céu

enquanto se doa à terra

entregando maternal

seu ventre de milagres

donativos em folhas,

flores, frutos, cascas,

se despoja de si

se rasga em mil pedaços

entrega gratuita,

oferenda fraterna-

essa árvore vai morrer

ceifada em inconsciência

e dela restará

_apesar de oferta ainda_

somente a nobre madeira

de mesquinho artefato

da cobiça humana.

Dora Vilela

   Vou continuar com os artigos sobre a Amazônia, Pantanal, e tb sobre leitura e educação. Qualquer contribuição, por favor, me enviem, sejam denúncias, dados, etc. Para o letracine@yahoo.com.br

E só lembrando, meus textos mais literários estão no Conto Mais Um , recentemente lançado, e somente com trabalhos atuais.

 Bons sites para visitar:

www.sosma.org.br SOS mata atlântica - uma das melhores organizações ecológicas do mundo.

www.clikarvore.com.br Mais que uma idéia interessante, vai lá!

 



Escrito por Arteira plantonista às 18:40:40
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Amazônia II

Alguns dados a mais sobre a destruição da floresta amazônica, e  conseqüências nefastas.

 

            Creio que seria preciso fazer o que muitas escolas norte-americanas já fazem: estudam a Amazônia com interesse especial, passando a idéia para as crianças de um território que não pertence ao Brasil, ou em breve não pertencerá. A educação americana já prepara seus jovens para dominar em breve esta idéia, pois armas e prepotência o governo já tem e de sobra. Sobra tanto que o mundo e os próprios americanos já não suportam.

 

            Pois bem, seria mais que acertado não apenas educar geograficamente sobre o território em questão, mas ecológica e economicamente também. Frases feitas como “ temos a maior floresta tropical do mundo”, “temos o pulmão do mundo”, “temos a maior biodiversidade o mundo”,  “a maior reserva de água doce do mundo”, coisas do tipo os banco escolares estão cheios. E isto já é informação defasada em termos de realidade atualizadíssima.

 

Ora, a realidade é que educar criticamente nossas crianças, e população toda, para cuidar da sua maior riqueza é dizer das queimadas, das estatísticas atualizadas, do trabalho de fiscalização parco, escasso, do Ibama, que precisaria ter três vezes mais fiscais na área só para ver a questão das queimadas. Educar criticamente também é colocar em questão a modesta atuação dos governos pela preservação, e fraca articulação com estados amazônicos. É chamar a atenção para as riquezas do subsolo, para as populações ribeirinhas e sua sobrevivência, carentes que são de uma educação para o desenvolvimento auto-sustentável, alias, carentes de tudo. E o que falar das reservas indígenas? O que falar da mortandade daqueles que, como aquela freira este ano de 2005, como o líder seringueiro, Chico Mendes, foram mortos, entre outros pouco comentados na mídia, por lutarem quase como mártires contra os fazendeiros latifundiários, arrogantes que se querem donos do que é de todos os brasileiros?

 

            Seria produtivo mostrar um trabalho também visual: maquetes mostrando a área das queimadas, as que já são pasto, ou plantação de soja, aquelas que derrubam pra venda ilegal de madeiras nobres. Denunciar, como bem faz o greenpeace-Brasil, os estados que compram madeiras nobres da Amazônia, também seria bom. Ou seja, trabalhar com a realidade, as ações já existentes, e criar novas ações.

 

            Poderíamos, professores e alunos, produzir com apoio de uma turma de cinema um curta metragem, talvez um documentário, e a interdisciplinaridade estaria aí presente com todas as áreas de estudo, da geografia a biologia, da matemática a química, da literatura a história. Poderíamos, nesta turma fictícia, realizar um filme mostrando um futuro próximo, baseado nas pesquisas do INPE, aquilo que cientistas como Carlos Nobre, em entrevista ao JB ecológico, No. 46, disse: que estamos com cerca de 17% da floresta destruída. Que se chegarmos aos 40% será irreversível o processo de savanização da floresta. Um filme que narrasse este funesto prognóstico, ou seja, mostrasse as barbaridades que ocorrerão causadas pelo descuido de um povo e seus governos: extinção de espécimes da fauna, e flora. Secas, rios morrendo, êxodo da população ribeirinha para os centro urbanos, causando mais destruição cultural e pobreza. E uma invasão (que chamam de internacionalização da Amazônia) por parte de países que se auto-intitulam “eixo do bem”, sim, principalmente aquele que não quer assinar o protocolo de Kioto. O que mais polui o mundo também.

 

            E temos aí a biopirataria, e uso das riquezas minerais do subsolo para o crescimento de outro povo que não o nosso. A nós restaria a miséria, a compra a preços altíssimos de remédios baseados em nossa flora explorada, e roubada.

 

            Dramático? trágico? Sim, mas também pode ser uma história épica, de vitórias de um povo que se uniu, e exigiu respeito e atenção para a região mais cobiçada do mundo.

 Se  liga  na  Amazônia,  se  liga  na  Vida !

 By Tânia Barros



Escrito por Arteira plantonista às 10:49:50
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Amazônia, Amazônia !

foto EFE

Seca atinge lagoas e rios do interior da Amazônia agora ameaça o abastecimento de água em Manaus. Na foto, o igarapé Tupe, a cerca de 20 km de Manaus, completamente seco . (manchete do uol)

 

QUEM TE AMA, AMAZÔNIA?

 

         Uma das coisas que mais prezo das muitas que meu pai me ensinou, e trouxe-me como herança de luta, e por tudo continuar piorando a cada dia, traz-me também amargura, e tristeza, foi o amor pelo pedacinho de terra mais rico em água doce, biodiversidade, riquezas minerais, e verde, deste planeta chamado Terra.

 

         Tive a sorte de através do meu pai receber informações sobre a Amazônia, sua importância ecológica, os maus tratos que recebe, o descaso para com o desmatamento para venda de madeiras nobres, criação e pasto, e plantação de soja. Também através de artigos dele, e de outros articulistas que já escreveram no jornal Tribuna da Imprensa, informei-me da nada conspiratória teoria, como querem chamar alguns, de que o governo americano vê e tem na Amazônia área estratégica para seu futuro continuar promissor. Percebam, não é a preservação da mata o que visam. Ora, um país que se quer assina o protocolo de Kioto! O maior devastador e poluidor do mundo!

 

         No entanto, estou aqui para criticar as políticas que os últimos governos têm realizado quanto à proteção da mata amazônica. Um paraíso como aquele, cuja maior parte está em nosso território requer medidas otimizadas de proteção, controle, desenvolvimento econômico sustentável, e proteção de fronteiras.

 

         O governo Bush já instalou bases em quase toda a América do Sul. E cegos somos nós, brasileiros, que não percebemos que a qualquer momento o pseudo auto-intitulado “lado do bem”, o Tio San e cia, podem invadir e tomar nossa maior riqueza, que se bem administrada por nós, nos levaria em breve à grande desenvolvimento.

 

         Esta seca nos rios da Amazônia ( já notícia no mundo inteiro) é claro indício, e prova, que o desmatamento é desumano, irracional, assassino. Ou seja, a pouca atuação do presidente, e do ministério do Meio Ambiente, no sentido de dominar a ação nefasta daqueles que dessa terra só querem tirar lucro, é mais que omissão. Vejam as fotos, leiam os últimos artigos divulgados no jb ecológico, por exemplo.

 

         Estive conversando com meus alunos, e filha, amigos dela também. Adolescentes e crianças têm um papel estratégico nas mãos agora. Precisamos orienta-los, deixa-los “ligados” e bem informados. O que a mídia eletrônica pouco faz, podemos nós responsáveis cidadãos, e bem informados, pais, futuros pais, professores, artistas, cientistas, fazer.

 

Faça parte dessa campanha que inicia aqui:

 

         Se  liga  na  Amazônia,  se  liga  na  Vida !

 

By Tânia Barros

 

 



Escrito por Arteira plantonista às 20:03:55
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